A luta para que a população de favelas do Rio não fosse
 exterminada pelo exército durante as Olimpíadas.


Tarde de quarta-feira, dia 6 de agosto de 2016.

Às vésperas das olimpíadas, os deputados federais aprovaram no plenário da Câmara, sem discussão e em regime de urgência, o Projeto de Lei 5768/2016, que transferia para a Justiça Militar o julgamento de militares que cometerem crimes dolosos - isto é, com intenção de matar - contra civis até 31 de dezembro do mesmo ano.

No dia seguinte, o PL chegou ao Senado sob a forma e número do Projeto de Lei Complementar 44/2016, para também ser encaminhado em regime de urgência ao plenário e votado em seguida.
O Meu Rio lançou a mobilização no mesmo dia, e em menos de 24 horas mais de 5 mil emails de pressão foram enviados aos senadores. Com a pressão e visibilidade, os senadores - que até então eram pressionados apenas pelos militares - interromperam a tramitação com urgência no Senado, adiando sua votação para depois do início das Olímpiadas.

Assim, o projeto perdeu força e apesar de não ter sido votado, nem arquivado, não faz mais sentido. Vitória dos milhares de cariocas que se mobilizaram para barrar esse projeto violento!





DESDE 1992:
O Rio de Janeiro foi ocupado dezenas de vezes sob operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) sem que houvessem mudanças na legislação.

FEVEREIRO, 2015:
O Jovem Vitor Santiago é alvejado por tiros de fuzil enquanto voltava pra casa.

MAIO, 2015:
Vitor Santiago tem alta após 98 dias de internação, paraplégico e sem a perna esquerda.

06 DE JULHO, 2016 :
O Deputado Espiridião Amin, que em 1978 foi nomeado pela Ditadura Militar a ser Governador De Santa Catarina, apresenta o PL 5768/2016.





06 DE JULHO, 2016:
O PL 5768 foi aprovado em votação no plenário duas horas após sua apresentação, quase um recorde na Câmara.

07 DE JULHO, 2016:
O PL chega ao Senado, sob forma e número de Projeto de Lei
Complementar 44/2016.

09 DE JULHO, 2016:
O Meu Rio lança a campanha "Senadores, rejeitem o PL Licença para Matar" e em menos de 3 dias, acontecem 4.942 pressões nos senadores.

13 DE JULHO, 2016:
Com a mobilização de milhares de pessoas, o regime de urgência no Senado é barrado e o PLC é recebido pela Comissão de Relações Exteriores do Senado.




03 DE AGOSTO, 2016:
 A pressão da população funciona e o PLC para em outra Comissão, a de Direitos Humanos.

05 DE AGOSTO, 2016:
Com a abertura das Olimpíadas do Rio, a justificativa do projeto se perde e ele não tramita no Senado.
23 DE SETEMBRO, 2016:
Acontece o fim das paralímpiadas e, com isso, o fim das ocupações militares no Rio.


DEZEMBRO, 2016:
Até hoje os militares que deixaram Vitor Santiago paraplégico não foram sequer investigados.



O tempo de internação de Vitor Santiago, após ser atingido por 2 tiros disparados por militares voltando para sua casa.



Foi o tempo necessário para o Projeto de Lei percorrer de sua apresentação até sua aprovação.


Foi o número de emails enviados
em 3 dias aos 81 senadores pedindo
a rejeição do PLC 44/2016.


Fala com a gente!
contato@meurio.org.br


A força da pressão de milhares de cariocas fez com que os possíveis excessos cometidos por militares durante as Olimpíadas não passassem impunes.

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